Por que o roteamento pelo celular é a primeira coisa a falhar numa van
Numa viagem de estrada o celular já está fazendo as duas tarefas mais pesadas: navegação ao vivo na tela e fotos. Transformá-lo no hotspot de um segundo celular e de um notebook é o que finalmente acaba com ele, e um celular quente num suporte de para-brisa numa tarde no Algarve já reduz o desempenho antes mesmo de a bateria acabar. Um hotspot separado tira essa carga do aparelho de que você realmente precisa. Ele fica no painel, se alimenta da van, e deixa o celular ser um celular.
Energia: 12V, USB e os números honestos
O hotspot aguenta de 6 a 8 horas de uso contínuo com bateria própria, e carrega enquanto você usa. É esse número que decide o seu setup. Para um dia de praia é simplesmente suficiente. Para um dia de trabalho, ou uma van onde a conexão fica de pé do café da manhã até a hora de dormir, plugue e trate como permanente: carrega por USB, então a tomada de 12V, uma porta USB, um power bank ou um controlador solar servem todos sem caçar adaptador. Alugamos carregador veicular, power bank e bateria extra a 5 EUR cada justamente porque os clientes de van não paravam de pedir, e o carregador veicular é o que vale levar - significa que o hotspot recarrega em cada trecho entre paradas sem encostar na bateria auxiliar.
O que realmente chega, e o que faz
A caixa traz o hotspot pronto para usar, um carregador de tomada com plugues portugueses, a senha do WiFi e um envelope pré-endereçado para a devolução - então a devolução já fica resolvida no dia em que chega, o que importa mais do que o normal quando você não tem endereço fixo. Sobre velocidade, o número honesto é até 150 Mbps de download em 4G LTE e 5G, com os valores reais dependendo de onde você estacionou. Isso está bem acima do que uma van cheia de streaming, videochamadas e navegação precisa; numa van a variável nunca é a banda, é o sinal e a energia.
Onde a cobertura realmente está, e onde não está
A Portugal Internet funciona nas redes NOS e Vodafone, duas das principais do país, e ao longo das rotas que as vans de fato percorrem — a N125, o litoral algarvio, a Costa de Prata, a N2, o vale do Douro — a cobertura vai de boa a excelente. Seja realista quanto às exceções: o interior profundo do Alentejo, as serras do Peneda-Gerês, alguns estacionamentos de falésia da Costa Vicentina e os vales do interior perdem sinal de verdade. A configuração honesta é dados ilimitados para nunca precisar racionar, mais mapas offline baixados antes de o dia começar.
A posição vale mais que o equipamento
A maior melhoria que quase toda van pode fazer não custa nada: mudar o hotspot de lugar. Um aparelho no painel, numa prateleira perto da janela ou pendurado perto da claraboia segura um sinal utilizável onde o mesmo aparelho dentro de uma gaveta embaixo de uma cama revestida de metal não segura. Uma van é uma caixinha de metal, e isso pesa mais do que as pessoas imaginam. Teste a janela antes de concluir que não tem cobertura no estacionamento.
Passar o inverno no Algarve: o número que decide
O Algarve se enche de motorhomes do norte da Europa a partir de outubro, e essas não são viagens de duas semanas, são estadias de três meses. Aqui está o preço que importa para elas, dito com todas as letras porque quase ninguém nesse mercado diz: depois do dia 30, cada dia adicional custa 1 EUR. Não é uma faixa mais baixa, não é cupom de desconto. Um euro. Um aluguel de 30 dias são 83 EUR; 90 dias são 143 EUR, ou seja 1,59 EUR por dia; 180 dias completos são 233 EUR, ou 1,29 por dia. Concorrentes que anunciam 3,30 ou 3,95 EUR por dia cobrariam cerca de 297 e 356 EUR por esse mesmo inverno de 90 dias. Não somos a manchete mais barata desse mercado e não fingimos ser — somos os mais baratos por larga margem assim que a estadia passa de umas três semanas, que é exatamente o formato da vanlife. Cerca de 1 a cada 6 dos nossos aluguéis já passa de um mês, e um aluguel ativo pode ser estendido online sem devolver nada.
Uma palavra sobre pernoite
As regras para pernoitar fora de áreas destinadas a isso em Portugal ficaram mais rígidas nos últimos anos e são fiscalizadas localmente, com o litoral algarvio e o parque natural do sudoeste entre os lugares mais rigorosos. Não somos a autoridade no assunto e os detalhes mudam, então confira as regras em vigor e use as áreas de serviço, ASAs e campings onde elas se aplicam. Mas a consequência para a conexão é real: os pontos legais costumam ser os rurais, que é exatamente onde uma boa conexão compartilhada deixa de ser conveniência.
Retirar e devolver sem endereço fixo
O problema óbvio de alugar qualquer coisa quando se mora num veículo é onde a entrega acontece. Os aparelhos são enviados para qualquer lugar de Portugal continental, da Madeira e dos Açores: para a recepção de um camping, para um hotel onde você vai parar, para retirada no aeroporto no dia em que pousa em Lisboa, Porto ou Faro, ou para qualquer um dos mais de 6.000 pontos CTT e Chronopost, que costuma ser a resposta mais fácil numa rota em movimento. As devoluções funcionam do mesmo jeito ao contrário, de onde a viagem terminar e não de onde começou. Tocamos essa rede a partir da Maia, nos arredores do Porto, desde 2015, ao longo de mais de 27.000 viajantes - uma van sem endereço é uma reserva normal aqui, não um caso especial.